O anarquismo sustenta que o Estado e outras formas de autoridade imposta, como a exploração econômica, não são necessários nem legítimos. As pessoas seriam capazes de se organizar por conta própria, em comunidades, cooperativas e federações livres. Sua pergunta central é: que poder sobre os outros pode ser justificado? Para os anarquistas, toda hierarquia precisa provar sua legitimidade, e a maioria não consegue. Liberdade individual e solidariedade coletiva devem caminhar juntas.
William Godwin lançou suas bases no fim do século XVIII, e Proudhon foi o primeiro a se declarar anarquista, em 1840. Max Stirner defendeu um individualismo radical que marcou o anarquismo individualista, enquanto Mikhail Bakunin uniu anarquismo e luta operária, rompendo com Marx. Emma Goldman levou essas ideias aos Estados Unidos e as ligou à liberdade das mulheres. No Brasil, José Oiticica atuou no movimento operário do início do século XX. Hoje Noam Chomsky defende um socialismo libertário, e a corrente inspira experiências de autogestão.
Ideias centrais
O Estado e a dominação imposta não são legítimos nem necessários.
Toda hierarquia precisa se justificar, e a maioria não consegue.
A sociedade pode se organizar por cooperação e associação voluntária.
Para começar a ler
O livro de entrada de cada pensador, escolhido para quem está começando.