O feminismo pergunta por que as mulheres foram, por tanto tempo, excluídas da educação, da política e da vida pública, e como essa desigualdade pode ser superada. Ele investiga se as diferenças de papel entre homens e mulheres vêm da natureza ou da sociedade, e como o gênero se cruza com raça, classe e cultura. Sua pergunta central é: o que significa tratar as mulheres como pessoas plenas e iguais?
Suas raízes são antigas: Mary Astell, na Inglaterra, e Sor Juana Inés de la Cruz, no México, defenderam no século 17 o direito das mulheres ao estudo. Mary Wollstonecraft e Concepción Arenal ligaram essa causa à razão e à justiça. No século 20, Simone de Beauvoir mostrou como a sociedade fabrica a condição feminina. Lélia Gonzalez, bell hooks e Gloria Anzaldúa uniram gênero, raça e fronteiras culturais, e Judith Butler questionou a ideia de um gênero fixo. As vertentes divergem entre si, mas compartilham a busca da igualdade.
Ideias centrais
Mulheres e homens têm a mesma capacidade racional e os mesmos direitos.
Muitos papéis de gênero são construídos pela sociedade, não pela natureza.
A opressão de gênero se cruza com raça, classe e cultura.
Para começar a ler
O livro de entrada de cada pensador, escolhido para quem está começando.