Este grupo reúne pensadores que perguntam o que é a mente e o que há de próprio na natureza humana. Somos máquinas biológicas complexas, animais com instintos e emoções herdados da evolução, ou também portadores de uma vida psíquica profunda que escapa à medição? A questão toca temas concretos: a consciência, o livre-arbítrio, a relação entre cérebro e pensamento e a forma como tratamos quem sofre mentalmente.
No século 18, La Mettrie escandalizou a Europa ao descrever o ser humano como uma máquina. Daniel Dennett retomou o materialismo com a ciência cognitiva, explicando a consciência como produto de processos do cérebro. Mary Midgley, também naturalista, insistiu que somos animais, mas criticou visões que reduzem a pessoa a um mecanismo. Nise da Silveira, psiquiatra brasileira inspirada em Jung, revelou pela arte dos pacientes a riqueza do inconsciente. Eles divergem bastante, mas todos levam a sério o corpo e a vida psíquica.
Ideias centrais
A mente humana pode ser estudada como parte da natureza.
Somos animais, e nossas emoções e instintos moldam o que pensamos.
Explicar a mente exige cuidado para não reduzir a pessoa a um mecanismo.
Para começar a ler
O livro de entrada de cada pensador, escolhido para quem está começando.