Este grupo questiona a ideia de que o ser humano está separado da natureza e acima dela. Rios, florestas, animais e montanhas não seriam apenas recursos, mas parte de uma rede de vida com valor próprio, à qual também pertencemos. A pergunta central é: como viver na Terra sem destruí-la, e o que outras culturas, especialmente os povos indígenas, podem nos ensinar sobre essa convivência?
O norueguês Arne Naess criou nos anos 1970 a ecologia profunda, que reconhece valor em toda forma de vida e pede mudanças no modo de viver, não só ajustes técnicos. No Brasil, Ailton Krenak, liderança do povo Krenak, critica a ideia de uma humanidade separada da Terra. O antropólogo Eduardo Viveiros de Castro descreveu o perspectivismo ameríndio, em que animais e espíritos também se veem como gente. Diante da crise climática, essas vozes ganharam grande atenção.
Ideias centrais
A natureza tem valor em si mesma, não só como recurso humano.
O ser humano faz parte da Terra, não está acima dela.
Os saberes indígenas oferecem outras formas de entender a natureza.
Para começar a ler
O livro de entrada de cada pensador, escolhido para quem está começando.