Este grupo reúne pensadores que perguntam o que é ser latino-americano: somos cópia da Europa, herdeiros de culturas indígenas e africanas, ou algo novo, nascido da mistura? Eles buscam uma identidade própria para o continente e discutem como lidar com a herança colonial, a influência dos Estados Unidos e a convivência de povos diversos. A pergunta central é como pensar com voz própria, a partir da nossa realidade.
José Martí, em Cuba, pediu que a América conhecesse a si mesma, e o uruguaio José Enrique Rodó defendeu valores espirituais diante do utilitarismo. No Brasil, Oswald de Andrade propôs a antropofagia, devorar a cultura estrangeira para criar algo novo, e Gilberto Freyre interpretou a formação mestiça do país. O argentino Rodolfo Kusch valorizou o pensamento popular e indígena, e o mexicano Octavio Paz investigou a solidão e a identidade do México. Suas respostas diferem bastante, mas a pergunta segue atual.
Ideias centrais
A América Latina deve pensar a partir de sua própria realidade.
A mistura de povos e culturas é central na identidade do continente.
A cultura estrangeira pode ser absorvida e transformada em algo próprio.
Para começar a ler
O livro de entrada de cada pensador, escolhido para quem está começando.